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terça-feira, 17 de março de 2009

Porque às vezes eu desejaria ser um alcoólatra.

Os benefícios de estar destroçado

Por Philip Yancey, traduzido por Daniel Leite Guanaes


Ao ouvir os discursos dos períodos de eleições, alguém poderia afirmar que a nova leva de políticos em Washington resolverá os problemas que essa nação tem enfrentado, ou até mesmo os problemas do mundo. Uma vez eleito o candidato X, ele ou ela resolverá os problemas do aquecimento global, a crise na saúde, eliminará a pobreza, ajustará a economia e unirá um país dividido.

Para dois problemas, entretanto, nenhum político ousa apresentar soluções: morte e maldade. Endêmicos à condição humana, esses dois problemas nos acompanharão por toda nossa vida. São exatamente esses os problemas que o evangelho de Cristo promete solucionar – não através da política ou ciência, mas através de um projeto que se iniciou no Gólgota.

Estudiosos da Bíblia mostram que o capítulo 3 de Romanos é a mais compacta exposição das boas novas. Antes de revelar a cura para aqueles dois males, Paulo detalha a impotência da humanidade em achar solução por conta própria. Como um médico, ele precisa impressionar seus pacientes com a gravidade da doença antes de apresentar sua cura.

Sou confrontado com as três categorias de pecadores apresentadas por Paulo em Romanos 1 e 2. Ele começa descrevendo infratores flagrantes: depravados, assassinos e inimigos de Deus (embora, curiosamente, ele também mencione os pecados “de todo dia”, como ganância, fofoca, inveja e desobediência aos pais).

Como seus leitores eram cidadãos conscientes, presunçosos por sua superioridade moral ante àqueles depravados, Paulo vira a mesa do jogo no capítulo 2: “Portanto, és indesculpável, ó homem, quando julgas, quem quer que sejas; porque, no que julgas a outro, a ti mesmo te condenas; pois praticas as próprias coisas que condenas”.

Posso nunca ter roubado um banco, mas será que eu já soneguei meus impostos? Ou será que eu fiz alguma obra em minha casa sem que tivesse licença para fazê-la? Será que já ignorei uma necessidade por causa de preguiça? Paulo segue a lógica de Jesus apresentada no Sermão do Monte: homicídio e adultério diferem de ódio e luxúria apenas por uma questão de grau. Na verdade, a pessoa que comete um mal flagrante tem uma vantagem peculiar: um giroscópio interno na consciência que registra a sensação de estar fora de curso.

Certa vez, aceitei participar de um programa de cristãos chamado de Os 12 passos, como os alcoólicos anônimos. Enquanto falava com os que ali estavam e ponderava acerca do que ia dizer, finalmente decidi pelo irônico título: “porque às vezes eu desejaria ser um alcoólatra”. Ocorreu-me que aquilo que levava os alcoólatras a confessarem-se todos os dias – falhas pessoais, a necessidade diária de graça e ajuda de amigos e de um poder maior – representa altos obstáculos para aqueles de nós que se orgulham de sua independência e auto-suficiência.

Paulo reservou seus comentários mais contundentes para uma terceira categoria de homens, os portadores de justiça própria, que em seus dias eram, majoritariamente, judeus que se orgulhavam por guardar estritamente a lei. Fariseu dos fariseus; Paulo conhecia muito bem esse título, como atesta em uma de suas cartas. Ele se refere aos depravados como “eles”, e aos bons cidadãos como “vocês”. Entretanto, quando ele discursa sobre a justiça própria, usa a primeira pessoa do plural. “Que se conclui? Temos nós qualquer vantagem? Não, de forma nenhuma!”.

Nos seus piores dias concernentes à justiça própria, Paulo perseguiu cristãos e esteve presente no apedrejamento de Estêvão. Ele sabia dos perigos que acompanhavam aqueles que se achavam moralmente superiores. Assim como a negação pode fazer com que pessoas não procurem médicos por causa de um nódulo ou uma lesão cutânea, pondo, assim, vidas em risco, a negação do pecado pode conduzir a conseqüências ainda maiores. A menos que aceitemos esse desolador diagnóstico, não encontraremos cura.
A descrição da confissão de Paulo sobre sua justiça própria me faz lembrar um incomum esforço de M. Scott Peck para identificar uma nova desordem psíquica chamada mal. Em seu livro Povo da mentira, Pack analisa os tipos de maldade e conclui, como Paulo, que os piores deles são os mais sutis. Todos condenamos abusos infantis – mas o que dizer sobre pais controladores e manipuladores que trazem conseqüências devastadoras sobre suas crianças. Pack menciona uma surpreendente característica da maldade: atitude de se esquivar; intolerância com críticas; preocupação pública para com sua imagem e com sua respeitabilidade; fraqueza intelectual.
Paulo conclui: “Não há um justo; nem um sequer”. Talvez na passagem mais sombria de toda a Bíblia, ele fez uma conjunta descrição anatômica deste problema, ao dizer que eles têm: línguas enganadoras, gargantas como um sepulcro aberto, lábios venenosos, pés violentos e olhos arrogantes (Rm 3:10-18). Todas essas coisas estabelecem a magnífica apresentação do Evangelho que começa em Romanos 3:21, a explicação da justificação somente pela fé, que desencadeou a Reforma Protestante.
A graça de Deus, única solução para a morte e a maldade, vem sem custos, livre da lei, livre dos esforços humanos para obtê-la. Para essa livre oferta, nós só precisamos manter abertas as nossas pobres e necessitadas mãos – o gesto mais difícil para alguém cheio de justiça própria.

Fonte: http://www.cristianismohoje.com.br/ via comunidade golgota



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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Casamento Cristão... DESENCANE!!!

Por Aspirina

o texto abaixo foi escrito por mim como post de abertura de tópico homônimo no fórum http://www.cmfreak.net/forum na seção papo sério, boa leitura =P


poke.gif OBS: o trecho "desencane" no nome do tópico tem caráter totalmente publicitário para o tópico .. se vc leu isso aqui é pq deu certo 64.png torch.gif



inpirado no tópico do papo furado Como você espera que seja sua (seu) amada(o)?? quando me deparei com esse texto no tópico Casamento Cristão... no fórum da comunidade caverna de adulão do orkut, achei que ia ser legal postar aqui no papo sério happy.gif ,

o texto é de autoria do Bruno Almeida num post dele lá nesse tópico.



Bem...

Eu acho que vivemos a síndrome da novela das oito...

Uma grande maioria das pessoas ( crentes ou não) pensam que o casamento é uma das instituições mais complicadas que o ser humano inventou. Isso porque os meios de comunicação ( formadores de opinião) vivem explorando o lado complicado do viver junto. Sério! Perguntinha.... Qual é a coisa mais complicada, mais difícil de acontecer em uma novela? Vocês já pararam pra pensar que o casamento romântico e perfeito só acontece no último capítulo da novela e nos últimos momentos? Não te parece uma forma forçosa de dizer ( para a massa) que para se casar o sujeito tem que passar por várias provas; Tem que tomar uma decisão entre a menina rica e gostosa, ou a menininha recatada e amorosa, ou talvez; Uma sogra que é contra o relacionamento, mas o casal luta de todas as formas e com todas as forças para que seu amor chegue ao "tal casamento" no final da novela?

Dá a impressão de que o ato de casar é o ato mais importante da vida de qualquer cidadão... Venhamos e convenhamos, existem outras escolhas tão importantes quanto o casamento.

Além SN8 ( sigla que eu inventei agora...rsrsrs) o mundo dos crentes é ainda mais esquizofrênico. Vivemos a constante guerra entre: "Agradar a Deus" e " Agradar a carne". Vários jovens vivem esta tensão no meio evangélico. As perguntas mais frequentes são: Será que este/a é pessoa de Deus pra minha vida? Ou será que ele/a é de Deus? Ou até: Será que Deus se agradaria se eu casasse com alguém fora da Igreja ( fora do meu ambiente religiososo, ou de outra igreja?)?

Esta crise de esquizofrenia religiosa tem levado muitas pessoas a angústia e a solidão. Não estou defendendo aqui a bandeira da irresponsabilidade na escolha de seu/ua cônjuge. No entanto, penso que temos que desencanar! É desencanar!

Peço licença ao meu amigo VICENTÃO - o Gordo, para usá-lo como exemplo ( depois sê briga comigo, viu?). Lembro muito bem quando o Vicentão conheceu sua atual esposa. Num belo dia ele começou a namorar...
Num outro dia ele descobriu que ela era a mulher da vida dele... Logo, os dois descobriram que não podiam viver mais longe um do outro. Pronto! Casaram-se.

Pelo que me consta estão juntos até hoje... Olha pelo tempo que saí de BH, deve ter uns 8 anos que eles estão juntos (eu não sei qto anos tem de casados).

Devemos sair dessa neura de que casar é o fim do mundo. Os princípios e valores que carregamos em nossa história de vida, vão nos levar a pessoas legais e que possivelmente pensaremos: " bem... esta/e dá pra casar..." Aí é só tentar um relacionamento, se vingar começarão uma emocionante história.

Hoje completo 5 anos de casado, tenho uma filhinha de 8 meses e uma esposa maravilhosa. Confesso que não foi fácil os dois primeiros anos de casamento, somos dois mundos diferentes, duas histórias diferentes. No entanto, o diálogo aberto, o comprometimento,a amizade, a paixão e amor que sentimos um pelo outro, fez com que superássemos as primeiras dificuldades com alegria. Agora chegou Sophia, nosso desafio é outro, precisamos mais diálogo, mais comprometimento...
Sei que aprendemos ( e sempre aprenderemos) com o modelo de vida cristão. A ética cristã nos faz pensar no outro, faz com que dialoguemos e até renunciemos algumas coisas em favor de algo maior. Por isso DESENCANEM!!! VIVAM, ALEGREM-SE, CURTAM a VIDA DE VOCÊS. Na hora certa as coisas acontecerão.

Tem uma musiquinha infantil que quero deixar aqui pra todos/as:

" A palavra de Deus é semente,
Vai caindo, caindo , caindo...
Quando agente pensar que esta morta
Vai nascendo, brotando e crescendo...
Quando agente pensar que esta morta
Vai nascendo, brotando e crescendo.

Ela vai aparecer nos momentos de crise, de angústia, de prova...

Um abração

Bruno


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poke.gif OBS: o trecho "desencane" no nome do tópico assume o papel meramente publicitário para o tópico .. torch.gif



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