sábado, 14 de fevereiro de 2009

igreja emergente

Por Heber antunes Silva (Aspirina)


parece controverso, mas a modinha gospél que o é combatida pela reflexão sobre as escrituras, aparece numa "modinha emergente".

talvez não seja um modinha... mas algumas coisas que nessa emergencial emersão são combatidas com estremo zelo, como o legalismo, afinal.... o legalismo "cristão" é uma cadeia, uma prisão. são tão combatidas que nos deixam alienados do que estamos fazendo.


reanalisamos o modo de falar e a etimologia de nossos idimamas, e a semantica.. e vemos que palavrões não são errados em si mesmos... não são pecado...

afinal... puta é sinônimo de prostituta, o que difere é, puta é coloquialismo e prostituta é norma culta... um é português "errado" e outro é portugues "correto"...

mas de alguma forma em nossa cultura... em algumas esferas subculturais mais, em outras menos, mas de modo geral, algumas palavras coloquiais soam muito mais "pesadas" que seus respectivos sinônimos em norma culta.

um bate papo de 5 minutos entre 3 pessoas onde se usam 300 vezes palavras e espressões como puta, merda, caralho, buceta, pau no cú, filho da puta, bosta, seu demônio, tucomeu ela?, ele te comeu?, tu deu?, ela deu?, ele deu?, viadão, bichona, seu diabo, putinho, cuzão, fodão, foda, fodastico, vai toma no cú, fodeu, acaba se tornando pesado mesmo, pra quem tá na roda de conversa até que passa tranquilo.... mas pra quem tá do lado... ouvindo sem querer.... só por "sorte", por vezes é desagradável... e até constrangedor...

o que é que define o que é um vocabulário pesado e o que é que define o que não é...
muito do que falamos já foi linguagem coloquial de algum povo antigo... mas... então... se tudo já foi palavrão, o que é palavrão?.. não faz sentido se sentir constrangido com esse vocabulário citado a pouco. pelo menos não na etimologia, ou na semantica.

mas se o problema não estiver nas palavras... nem no significado delas.. afinal (puta=prostituta) mas se o que nos constrange for o conteúdo, ou a forma do conteúdo... o modo que o assunto nessa rodinha de conversa de 5 min é encarado, a banalização de tudo e a comapração de todo tipo de assunto ao sexo "livre" do mundo moderno... talvez isso seja uma possibilidade de caminho para uma explicação de porquê, não deixaríamos nossos filhos pequenos, nossas criancinhas falarem desse jeito.



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Ekklesia-democracia radical - 1





Sempre que falamos de democracia, nos reportamos à experiência fundadora dos gregos que em suas cidades, os cidadãos exerciam o poder de decisão de forma direta consoante o princípio da predominância da maioria. Por mais que a idealizemos, especialmente, depois das teorizações de Platão e Aristóteles, a democracia era, na verdade, muito restrita. As cidades- estado eram pequenas e somente 1/6 da população exercia a democracia, concretamente, os cidadãos livres. As mulheres, os escravos, os artesãos, os estrangeiros e os imigrados eram excluidos. Mas a experiência grega se tornou referência para toda a reflexão política posterior.

Entretanto, há uma outra experiência de democracia muito mais radical que a grega e que foi vivida pelas duas primeiras gerações de cristãos. Ela é paradigmática para todo pensamento utópico posterior, embora tenha sido abandonada pelo cristianismo vigente que se organizou numa forma oposta. Ela não ficou referência para o discurso político atual pelo fato de ter sido realizada nos quadros de uma experiência religiosa, pouco ou nada valorizada pelo pensamento laico e laicista. Hoje, a despeito seu nicho religioso, vemos a democracia cristã como qualquer outro fenômeno social. merecendo consideração especialmente quando se busca uma democracia radical, levada a todos os campos da convivência humana, aos movimentos sociais e também à economia, quer dizer, uma democracia sem fim.

A experiência geradora da democracia radical cristã foi a prática de Jesus: absolutamente anti-discriminatória, anti- hierárquica e de fraterndade universal. São Paulo resumiu tudo dizendo:"Agora já não há judeu nem grego, nem escravo nem livre, nem homem nem mulher, pois todos são um em Cristo Jesus"(Gal 3,28). O resultado foi que escravos, livres, portuários, mercadores, advogados, soldados, independente de sua situação social e de gênero, formavam comunidades fraternais que viviam a "koinonia" (comunhão), palavra para expressar o comunismo radical de "colocar tudo em comum", repartindo os bens materiais "conforme as necessidades de cada um". E como louvor se diz que "não havia pobres entre eles"(At 2 e 3). Essa democracia era radical mesmo pois as decisões eram tomadas com a participação de toda a comunidade. A lei básica era: "o que concerne a todos, deve ser decidido por todos". Isso valia também para a nomeação dos bispos e dos presbíteros.

Chamou-se tal comunidade de "ekklesia" em grego, "ecclesia" em latim e "igreja" em português. O sentido original de "ekklesia" não era religioso, mas político: a assembléia popular. Escolheu-se esse nome profano para distinguir a democracia cristã de outras expressões religiosas da época.

Essa memória foi perdida na Igreja Católica. Perguntaram, certa feita, a João Paulo II se a Igreja era uma democracia. Respondeu: não; ela é uma "koinonia". Ora "koinonia" é sinônimo de democracia radical, coisa que seguramente o Papa não pensou. Com efeito, hoje como ela se estrutura, não é "koinonia". É uma monarquia absolutista espiritual organizada sob a influência das monarquias do passado. Como tal, fecha as portas à democracia cristã dos primórdiois. Ou só a aceita sob a forma inócua da espiritualização. É importante resgatarmos a memória revolucionária escondida na palavra "Igreja". Quem sabe, não inspira outro jeito de ser cristão e de ser cidadão?


autor: Leonardo Boff é teólogo
fonte : http://alainet.org/active/8544〈=es





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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Paradoxo da Autopaternidade

Por Heber antunes Silva (Aspirina)



se a viagem no tempo for possível...ela empre foi possível...

em algummomento na linha do tempo... o ser vivo que vai viabilizá-la a viabilizará e ponto final.... é quase uma predestinação.... mas não é exatamente uma...

se a viagem de volta ao passado existir de verdade... enão se abre espaço para a possibilidade da auto paternidade oO.... seguinte...

o problema é que esse é um paradoxo :S

se a viagem tempooral for possível... ela sempre foi possível... apenas não teria side descoberta mais cedo... porém ...quando descoberta... o cara que viajar para o passado teria a possibildade de gerar um ancestral seu... e assim.. ele ser "pai dele mesmo " porém.... isso seria um paradoxo(mais um de muitos) pois assim ele não teria uma origem, seria um homem que é originado em si mesmo... sem ascendentes...

como NADA impede que um cara que volte no tempo faça seus filhilhos por lá... tbm NADA impede que seus filhinhos, netos ou "tetratrisnetos" do futuro faça parte de sua arvore genealógica... e isso é que abre possibilidade pra esse paradoxo da viagem do tempo... :S




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sábado, 31 de janeiro de 2009

Tatuagem

Por Heber antunes Silva (Aspirina)



Escrevi esse texto num post meu no forum http://www.cmfreak.net/forum/ num tópico sobre tatuagem


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QUOTE
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[2]

Texto Retirado do Site Nomes de Deus!> http://nomededeus.com/

Lá tem mais coisas interessantes sobre o assunto e vários.

E outra coisa que digo, pesquise, busque, ore... Mto, antes de fazer uma tattoo, pq eu aprendi, depois do erro! Tipo fiz uma estrela de 6 pontos entrelaçada, Pensando que era a estrela de Davi, que é sobreposta... E ai, não pesquisei nada, nem busquei... Mas ainda da pra concertar, pq nao foi preenchida! E meu propósito era sim fazer a estrela de Davi! 55.png (maninha Gabiii777 me ajudou a ver o erro smile.gif )

Veja mto bem o que quer fazer, pra depois nao ficar com remorço e querer arrancar o coro! ras.gif

E tbm mto importante, pra quem ainda não sabe e quer dar uma conferida, aqui nesse site da uma boa explicada na diferença da estrela de Davi e do Hexagrama. > http://portalcot.com/reporter/estrela-de-davi/

Dav! wink.gif
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cara... HOJE... TUDO ou QUASE TUDO já tem algum símbolo em algum lugar....
SE DUVIDAR>>> fazer positivo é invocar o demônio em alguma seita 64.png .. huehueheuheu

então... esse lance de "entrelaçado é do demo, e sobreposto é de Deus" eu não me glilo happy.gif ... e acho que ninguém deveria ficar grilado tbm....

dá uma olhada no texto ali que escrevi... essa coisa da simbologia se enquadraria como a "carne sacrificada"... no caso... um "desenho sacrificado"... tipo... o desenho é só desenho wink.gif ... ele só deve significar laguma coisa "infernal" ou "pagã" pro pagão que usa ele no ritual tongue.gif ... se tu acha o desenho bonitinho tem grilo não happy.gif ...

a única treta é que vc usando um desenho assim... algumas pessoas mais fracas na fé podem se confundir e "reacender" um misticismo por conta dessa sua atitude... por isso acredito que vc deveria repensar essa parada de vc se grilar por causa do seu desenho wink.gif ... se vc se grila é pq vc não vê ele como um desenho que uns enganado pelo diabo acham ser o simbolo do proprio ou etc e tal... : ) ... DEUS FEZ TUDO inclusive nossa capaicade de criar esses desenhos massas : ) ... BURRO é o Homem que fica usando metade deles ou mais pra homenagear um deus lá e outro cá :S

edit:>>>

wow agora é que eu vi o texto sobre a estrela de davi :S
poxa!!! o cara que escreveu deve CA### de medo de um maçônico e seus poderes demoníacos :S, cadê a fé dele em Jesus?.. é esse tipo de coisa que eu tava querendo dizer... :S... invés de um Jesus forte... ele tem uma fé que teme aos simbolismos enganadores do diabo e as "formulas mágicas" ( químicas na verdade ; ) dos feiticeiros que aprenderam ou de seus avôs ou do proprio capeta ; )
(tem um cara perto da minha cidade que é fera em calculo estrutural de prédio só que não tem o menor cabimento as coisas que ele faz e a capacidade/potencial profissional dele.... ele é bom mas não é um gênio,nem estudou, nem nada... mas o trampo dele é quase de gênio oO.... ele diz que tem contatos imediatos com um "ET"... e que o "ET" visita ele e tudo mais... e é esse "ET" que ensinou ele a fazer esses calculos que mais ninguém faz =O .... e o cara fala isso sério =O... tipo... ele deve ver esse "ET" mesmo tongue.gif... aí eu levanto a questão... é et ou demônio/enganador??? [redundância cíclica mode off]



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QUOTE
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eita vida de flooder

enfim..respondendo ao teu questionamento, eu nao acho que tatoo seja errado, isso cabe a cada pessoa saber se é bom para si mesma ou nao, pois o que serve para mim nem sempre serve para os outros (é claro que desde que nao fuja dos padroes bíblicos).
Eu tenho uma tatoo e nao me arrependo dela, ainda pretendo fazer vááárias outras..entao, minha opiniao, seja feliz com as tatoos 64.png
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valeu ... mas preferindo ser menos subjetivo... recorro à escrever.. escrever.. e escrever = P


levítico 19 26 ao 30 (almeida corrigida e fiel ed. 1994)

26 Não comereis coisa alguma com o sangue; não agourareis nem adivinhareis.
27 Não cortareis o cabelo, arredondando os cantos da vossa cabeça, nem danificareis as extremidades da tua barba.
28 Pelos mortos não dareis golpes na vossa carne; nem fareis marca alguma sobre vós. Eu sou o SENHOR.
29 Não contaminarás a tua filha, fazendo-a prostituir-se; para que a terra não se prostitua, nem se encha de maldade.
30 Guardareis os meus sábados, e o meu santuário reverenciareis. Eu sou o SENHOR.



levítico 19 28 (almeida revisada imprensa bíblica ed. 1967)
28 Não fareis lacerações na vossa carne pelos mortos; nem no vosso corpo imprimireis qualquer marca. Eu sou o Senhor


levítico 19 28 (almeida revista e corrigida ed. 1969)
28 Pelos mortos não dareis golpes na vossa carne: nem fareis marca alguma sobre vós: Eu {sou} o Senhor.


levítico 19 28 (almeida revista e atualizada ed. 1993)
28 Pelos mortos não ferireis a vossa carne; nem fareis marca nenhuma sobre vós. Eu sou o SENHOR.


levítico 19 28 (almeida revista e corrigida ed. 1995)
28 Pelos mortos não dareis golpes na vossa carne; nem fareis marca alguma sobre vós. Eu {sou} o SENHOR.

levítico 19 28 (versão católica)
28 Não fareis incisões na vossa carne por um morto, nem fareis figura alguma no vosso corpo. Eu sou o Senhor.

levítico 19 28 (sociedade bíblica britânica)
28 Pelos mortos não fareis incisões em vossa carne, nem no vosso corpo imprimireis marca alguma: eu sou Jeová.



como a lingua portuguesa não tem como característica principal a objetividade, nenhuma das traduções é direta....
sempre diz. "não pode se cortar, nem se riscar" ou... "não pode se cortar; nem se riscar" ou "não pode se cortar:nem se riscar".... somente a que tiver virgula faz uma conexão direta de uma frase a outra...



a bíblia foi escrita em váááááárias linguas mortas ou muiiito arcaicas, então TODAS as versões nos idiomas atuais são traduções das versões antigas nessas linguas;)

em traduções em inglês fica assim:

levítico 19 28 (basic english ed. 1965)
28 You may not make cuts in your flesh in respect for the dead, or have marks printed on your bodies: I am the Lord.

levítico 19 28 (King James)
28 Ye shall not make any cuttings in your flesh for the dead, nor print any marks upon you: I {am} the LORD.

levítico 19 28 (American standart version ed.1901)
28 Ye shall not make any cuttings in your flesh for the dead, nor print any marks upon you: I am Jehovah.



(minha visão/tradução pro português coloquial de internet do Aspirina.. hueheheuheu : )

vc não pode fazer cortes em rito religioso à mortos, ou fazer tatoos em seu corpo em rito religioso à mortos, ou qualquer coisa em rito religioso à mortos... : EU é que sou O TEU SENHOR PO##A, e NÂO esses mortos catinguentos aí... !



coloquei o trecho no começo e não o versículo pq sou contra o "quebracabecismo" da bíblia...

POW!!!! ela é uma coleção de livros (lembrando que bíblia vem de biblos, googlem : ) e não uma caixinha mágica de versículos para sem usados como leis absolutas...

o texto indicado acima é um TRECHO da LEI MOSAICA EXCLUSIVA para o povo JUDEU... antes de Jesus nascer, crescer, iniciar o reino dos céus na terra, morrer e rescucitar.

o que dá pra EU entender desse texto:

o versículo isolado é/foi o mais usado pra acusar a tatuagem como pecado.

mas teve uma galera que contra-argumentou essa acusação tosca de quem usava esse versículo para isso.
o contra argumento é o seguinte:
o texto é parte das orientações que Deus estava dando praquela negada que tinha acabado de sair do egito e que estava para entrar na terra prometida... terra que estava tomada por uma renca de gente que tinha uma outra renca de costumes e crenças sobre TUDO... deuses etc.. mortos.. e lalalá, e que ia contaminar o povo judeu com seus costumes e idolatria caso deus não desse um proíbe de lá proíbe de cá pros filhos de israel...

veja no texto que há proíbições de coisas que são RIDÌCULAS em nossos costumes atuais em quase todo o planeta...


o acesso a informação nunca esteve tão facil quanto hoje, isso já dá uma diferença enorme se compararmos a mentalidade do Homem comum atual com a do homem comum de 1500 ( época de cabral, cristovão colombo, do mito da terra plana, do mito que o sol girava em volta da terra... essas coisas.... )

claro que a antiguidade deve ter tido os seus pensadores... sem dúvida... mas não esqueçamos da ultra acessibilidade atual da informação, então devemos observar que a mentalidade do homem comum daquela época de moisés... ( humm suponho que pelo menos 3200 AC..) pode, e tem tudo para ter sido ter sido MUIIITO diferente da mentalidade do Homem comum ATUAL. daí é que digo que essas proibições que pra nossa tecnologia, cultura e modo de pensar atuais são totalmente exageradas e ridículas mas que pra eles na época eram EXTREMAMENTE NECESSÁRIAS, pois o Homem comum daquela época pensava de um aforma beeeem mais simples que nós hoje... não precisava armazenar taaaanta informação pra entender as coisas como hoje precisamos... daí que seu pensamento não tinha um alto grua de complexidade ; )

lembrando do contexto histórico da lei mosaica, Deus proibiu isso tudo pq isso tudo estava associado diretamente à algum malefício pro povo dele. as tatoos (definitivas ou não) estavam associadas à reverência à mortos.... beeeeeeeeem diferente da associação MODA de hoje

tá certo que nessa moda atual tem gente que tatua nome do pai, foto do filho... essas coisas... aí é que vem o lance de entender a importância/sentido dessa proibição NAQUELE contexto e a importância/sentido em NOSSO contexto atual.

1º só Deus e vc mesmo pra saber o que se passa pela sua cabeça quando vc faz uma tatoo... naquela época foi proibido isso como reverência á mortos, acredito, por causa de idolatria... o que acredito que não aconteça atualmente quando um cara/mulher tatua a foto da filha ou do cachorro na perna/braço... mas a linha pode ser MUITO tênue, tento me explicar:

a medida que "se gosta MUITO" de alguém que a falta é muito sentida... quando faz falta mesmo é por que é muito querido... ok... vc acha bonito... quer ter uma recordação pra vida toda te seguindo até na hora do banho... ok...

mas caso isso fizesse parte de alguma crença sua que se vc tatuasse a foto do teu filho ele ficaria feliz no céu... isso já é viagem.... pelo que vejo no texto de levíticos era uma coisa assim que estava sendo evitada por intermédio dessa lei.

o pessoal que foi vencido nessa contra argumentação, e que não ficou nada satisfeito de ter seu código moral antitatuagem "apoiado" na bíblia (falaciosamente, por isso as aspas) ridicularizado/refutado, e passou a dizer (na verdade assumir) que fazer tatuagem "escandaliza" os irmãos da igreja por isso não deve ser feito.

vamos às origens dessa outra falácia

em atos, entre as peripécias do espírito santo na vida daquela galera que ninguém dava um ovo que ia fazer/fez tudo o que fez... tem a historinha de quando paulo vai pra jerusalém resolver umas pendengas com os apóstolos... eles trocam umas idéias e durante os debates deles lá aparece o assunto, que seria bom escrever recomendações aos gentios....:


atos dos apóstolos 15:13-19 (almeida corrigida e fiel ed. 1994)
13 E, havendo-se eles calado, tomou Tiago a palavra, dizendo: Homens irmãos, ouvi-me:

14 Simão relatou como primeiramente Deus visitou os gentios, para tomar deles um povo para o seu nome.

15 E com isto concordam as palavras dos profetas; como está escrito:16 Depois disto voltarei, E reedificarei o tabernáculo de Davi, que está caído, Levantá-lo-ei das suas ruínas, E tornarei a edificá-lo.17 Para que o restante dos homens busque ao Senhor, E todos os gentios, sobre os quais o meu nome é invocado, Diz o Senhor, que faz todas estas coisas,18 Conhecidas são a Deus, desde o princípio do mundo, todas as suas obras.

19 Por isso julgo que não se deve perturbar aqueles, dentre os gentios, que se convertem a Deus.20 Mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, da prostituição, do que é sufocado e do sangue. 21 Porque Moisés, desde os tempos antigos, tem em cada cidade quem o pregue, e cada sábado é lido nas sinagogas.


aí lá foi paulo escrever as cartas = P (ou mais algumas delas... : D , não sei se ele já tinha escrito alguma antes desse "concílio"...


I coríntios 8: 1-13 (almeida corrigida e fiel ed. 1994)
01 Ora, no tocante às coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que todos temos ciência. A ciência incha, mas o amor edifica.
02 E, se alguém cuida saber alguma coisa, ainda não sabe como convém saber.
03 Mas, se alguém ama a Deus, esse é conhecido dele.

04 Assim que, quanto ao comer das coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que o ídolo nada é no mundo, e que não há outro Deus, senão um só.05 Porque, ainda que haja também alguns que se chamem deuses, quer no céu quer na terra (como há muitos deuses e muitos senhores),06 Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele.07 Mas nem em todos há conhecimento; porque alguns até agora comem, no seu costume para com o ídolo, coisas sacrificadas ao ídolo; e a sua consciência, sendo fraca, fica contaminada.

08 Ora a comida não nos faz agradáveis a Deus, porque, se comemos, nada temos de mais e, se não comemos, nada nos falta.09 Mas vede que essa liberdade não seja de alguma maneira escândalo para os fracos.10 Porque, se alguém te vir a ti, que tens ciência, sentado à mesa no templo dos ídolos, não será a consciência do que é fraco induzida a comer das coisas sacrificadas aos ídolos?11 E pela tua ciência perecerá o irmão fraco, pelo qual Cristo morreu.12 Ora, pecando assim contra os irmãos, e ferindo a sua fraca consciência, pecais contra Cristo.

13 Por isso, se a comida escandalizar a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que meu irmão não se escandalize.


vamos começar tentando entender o papel da palavra escândalo nesse texto.
uma vez eu li que no texto original em grego a palavra que foi traduzida para o nosso "escândalo" em língua portugesa é sakandalon, que originou scandalau nas traduções para o latim que virou o nosso escândalo em português.

tbm ouvi dizer que esse original em grego siginificava "pedra de tropeço", "provocar o tropeço de outrem".... coisa assim...

não por satisfeito de ler.. fui pesquisar no dicionário online priberam >>>> http://www.priberam.pt/dlpo/definir_resultados.aspx
lá eu digitei escândalo, e ele me retornou isso:

escândalo

do Lat. scandalu < Gr. skándalon, pedra que faz tropeçar


s. m.,
indignação causada por mau exemplo;
aquilo que pode induzir em erro ou pecado;

pop.,
ofensa;
injúria;
agravo;
indignação.


depois eu fui no aurélio pequeninho que tenho aqui em casa e vi o seguinte:

es.cân.da.lo sm. 1. o que é causa ou resultado de erro, ou pecado. 2. Indignação provocada por mau exemplo. 3. fig. tumulto, escarcéu. 4. Fig fato imoral, revoltante.


temos uma palavra de 2000 anos de idade (skándalon) com o sentido conhecido de provocar o tropeço, e uma palavra atual (escândalo) com o sentido amplamente difundido da indignação ou tumulto como resultado de um erro/pecado cometido.

a etimologia diz que a palavra atual (escândalo) com o sentido amplamente difundido da indignação ou tumulto como resultado de um erro/pecado cometido. é originada da palavra de 2000 anos de idade (skándalon) com o sentido conhecido de provocar o tropeço, por uma ser originada na outra, e a palavra atual ter grafia/fonemas MUITO saemelhantes à da palavra antiga vê-se aí um motivo, que entendo como errado ou equivocado, para manter a palavra atual escândalo como substituta da palavra original skándalon, já que elas tem sentido diferente... UMA NÂO É TRADUÇÂO DA OUTRA...

lembrem... bicha em portugal e bicha no brasil... em portugal Bicha é fila... no Brasil bicha é um homem homosexual.

ou seja A TRADUÇÂO DO ALMEIDA ESTÁ ERRADA AQUI.

do modo que almeida traduziu, se alguém ler sem ele explicar pq é que pôs lá escândalo todo mundo vai achar que paulo tava falando do tumulto/alvoroço/zumzumzum/indignação dentro da igreja que aconteceria se alguém comer a carne sacxrificada aos ídolos, mesmo ela não fazendo nada de mal... afinal esses ídolos não são nem deuses, demônios nem nada... só pedra...

afinal o pecado é a idolatria, que é praticada por um idólatra, que abandonou Deus e deu ouvidos ao diabo.. portanto seu coração não é moradia de Deus, e se tá vago, o diabo vai lá e faz a festa... conclui-se... o diabo não habita o ídolo, habita o coração do idólatra.

se no texto substituir-se a palavra "escandalo" mal e porcamente escolhida pelo tradutor por algo equivalente ao sentido original esse capítulo inteiro deixa de ter o sentido que ouvimos falar desde criancinhas... e passa a ser coeso sobre o que tiago falou lá em atos : D


01 Ora, no tocante às coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que todos temos ciência. A ciência incha, mas o amor edifica.
02 E, se alguém cuida saber alguma coisa, ainda não sabe como convém saber.
03 Mas, se alguém ama a Deus, esse é conhecido dele.

04 Assim que, quanto ao comer das coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que o ídolo nada é no mundo, e que não há outro Deus, senão um só. 05 Porque, ainda que haja também alguns que se chamem deuses, quer no céu quer na terra (como há muitos deuses e muitos senhores),06 Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele.
07 Mas nem em todos há conhecimento; porque alguns até agora comem, no seu costume para com o ídolo, coisas sacrificadas ao ídolo; e a sua consciência, sendo fraca, fica contaminada.

08 Ora a comida não nos faz agradáveis a Deus, porque, se comemos, nada temos de mais e, se não comemos, nada nos falta.09 Mas vede que essa liberdade não seja de alguma maneira uma forma de tropeço na fé para os fracos.
10 Porque, se alguém te vir a ti, que tens ciência, sentado à mesa no templo dos ídolos, não será a consciência do que é fraco induzida a comer das coisas sacrificadas aos ídolos?11 E pela tua ciência perecerá o irmão fraco, pelo qual Cristo morreu.12 Ora, pecando assim contra os irmãos, e ferindo a sua fraca consciência, pecais contra Cristo.

13 Por isso, se a comida for um veículo para queda de meu irmão mais fraco que vai continuar a achar que os ídolos são alguma coisa e pode servir à eles e à Deus ao mesmo tempo, nunca mais comerei carne, para que meu irmão não tropece pela sua falta de conhecimento, por ser mais fraco, e não saber que os ídolos não são nada.. só Deus é que é Deus.


como o significado da palavra skándalon é "pedra de tropeço" e nesse texto niguém está tropeçando numa pedra de verdade é óbvia a forma metafórica que a palavra é utilizada... portanto quando é feita a leitura da tradução do almeida tendo em mente essa metáfora, torna-se claro o sentido do texto, que reafirmei na minha mania de explicar tudo, que está destacada em azul...

vão me criticar... "aaahhh mas tu adicionou texto isso não é tradução, vc alterou conforme o que vc queria que ficasse"

não não alterei conforme o que eu queria...

eu LI o texto todo desde o começo... desde o início do capítulo, no PRIMEIRO versículo... que é a explicação do que ele (o autor) quer dizer por conhecimento em todos os outros versículos desse trecho(capítulo) da carta.

um resumo do capítulo:

um resumo do capítulo:

01 Ora, no tocante às coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que todos temos ciência. A ciência incha, mas o amor edifica.
ele tá dizendo que todo mundo tá careca de saber o que é certo e o que é errado... que só Deus é Deus e fim de papo, o resto é só pedra e metal.. nada mais...mas termina lembrando que embora a ciência inche ( tem que ver o original pra entender o pq de paulo escrever isso assim tongue.gif ) o amor edifica ( isso já já vai ganhar sentido wink.gif
02 E, se alguém cuida saber alguma coisa, ainda não sabe como convém saber.
tá dando um peteleco na galera que acha que pode tudo pq já sabe que ídolos são só pedra e que não faz mal nenhum comer aquela carne baita da boa pq na verdade não faz mesmo : )
03 Mas, se alguém ama a Deus, esse é conhecido dele.
tá lembrando a galera que o amor a Deus é o que vale... lembrem que o que ama a Deus segue a ele... ama o próximo e tudo mais

04 Assim que, quanto ao comer das coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos
que o ídolo nada é no mundo, e que não há outro Deus, senão um só.
05 Porque, ainda que haja também alguns que se chamem deuses, quer no céu quer na terra (como há muitos deuses e muitos senhores),
06 Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele.
tá dizendo que os Deuses são só pedra.. não são nada... não podem fazer nada... são só uma estátua...

07 Mas nem em todos há conhecimento; porque alguns até agora comem, no seu
costume para com o ídolo, coisas sacrificadas ao ídolo; e a sua consciência, sendo fraca, fica contaminada.
tá dizendo que tem neguinho com consciência/entendimento fraco que se "contamina" (ainda come coisas sacrificadas fazendo parte do ritual/ritualizando aos ídolos por não ser convicto que só Deus é que é Deus... e não ter certeza absoluta que os ídolos não são nada..)

08 Ora a comida não nos faz agradáveis a Deus, porque, se comemos, nada temos de mais e, se não comemos, nada nos falta.09 Mas vede que essa liberdade não seja de alguma maneira escândalo para os fracos.
10 Porque, se alguém te vir a ti, que tens ciência, sentado à mesa no templo dos ídolos, não será a consciência do que é fraco induzida a comer das coisas sacrificadas aos ídolos?11 E pela tua ciência perecerá o irmão fraco, pelo qual Cristo morreu.12 Ora, pecando assim contra os irmãos, e ferindo a sua fraca consciência, pecais contra Cristo.
tá dizendo que a treta não é pq a comida é sacrificada aos ídolos por isso ela é "maldita" e é "pecado" comer ela... nada disso... pelo contrário.. tá dizendo que a comida tem nada a ver : )... nós temos essa liberdade : )..
o que rola de ruim é o seguinte... >>>um irmão que não está firme na fé que DEUS É DEUS e o resto não é nada... e ele achar que pode comer do "manjar dos deuses" (pq na cabeça dele os deuses ainda existem... ele só é um idólatra que renegou um ídolo... não está curado da idolatria wink.gif ... quer dizer...
o pecado que paulo tá falando é reimplantar a crença idólatra no irmão que ainda não está maduro na fé em Deus, ... o pecado é fazê-lo confundir as coisas e jogar ele de volta no mar da idolatria :S.. por isso que ele fala "pecando assim contra os irmãos.... pecais contra cristo"


13 Por isso, se a comida escandalizar a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que meu irmão não se escandalize.
aqui Paulo fecha esse assunto na carta... ele encerra dizendo... negada... se tem gente aí que vai se ferrar e perder a intimidade com Deus talvez até salvação... NÂO FAÇAM ISSO DE COMER ESSE MARAVILHOSO CHURRASCO E BANQUETE que nem pecado é.... SEJAM AMOROSOS com seus irmãos e não confundam eles...


nesse fechamento de paulo EU vejo que há espaço pra ensinar esses irmãos mais fracos que isso de carne de ídolos tem nada a ver... que DEUS É DEUS... se os caras idólatras sacrificam... fazer o que.... mas o tal banquete/carne/seja lá o que for de gostoso não é pecado... DESDE QUÊ a fé da pessoa seja clara como água da fonte das montanhas mais distantes do reino animal isolado da civilização humana poluidora de água sobre esses sacrifícios serem sacrifícios de TOLO pra um deus que não não existe ... que não passa de uma estátua.



mas mesmo o texto sendo claro quanto à questão do escândalo ser o tal do tropeço e não aquela falácia do bafafá do ministério da fofoca lá igreja do brejo, o ministério da confusão ainda tem o "gancho" da pedra de tropeço, pois se vc faz uma tatuagem e SEU ATO "provoca" fofoca na igreja é melhor que vc não tivesse feito uma tatoo.

essa falácia FOGE do sentido do texto que paulo escreveu. é TOTALMENTE DESCONTEXTUALIZADA e INCOERENTE

DESCONTEXTUALIZADA:

Paulo orienta que caso comer carne sacrificada confunde o irmão que ainda está engatinhando na fé, prefira não comê-la, mesmo não snedo pecado comer ela, confundindo seu irmão vc estará desgraçando a vida dele e isso será um mau pra ele, e tbm será um pecado seu contra cristo pela sua falta de amor ao seu irmão.

analogizando...quando vc faz uma tatoo o único modo de contextualizar isso é se um garoto da sua igreja quizer fazer uma tatoo do demo..... achando que é legal tatoo de demo... ou outra coisa estranha saca... tipo idolatria de banda .. sei lá... qualquer merda que passar pela cabeça dele... Nesse caso é melhor que vc não faça tatoo...


INCOERENTE
deixar de fazer tatoo por causa de fofoca?... huahuahauhauhauhauhauhauahuahhau
té parece que a única coisa que o fofoqueiro vai falar é da sua tatoo mesmo 64.png huahuahuahuahuahuahuahuh
necessito de fontes pra conferir esse aspecto desse assunto... é o que me falta pra mandar esses fofoqueiros se converterem... e tbm é o que me falta pra saber pela bíblia o que é o limite entre o respeito à fraquesa da maria-fofoquinha, e a minha liberdade de fazer o que não faz mal mas pode não ser conveniente em certo momento : )





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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

7 Características de Igrejas que cometem abuso "espiritual"




1.Scripture Twisting (Distorção da Escritura):
Para defender os abusos usam de doutrinas do tipo "cobertura espiritual", distorcem o sentido bíblico da autoridade e submissão, etc. Encontram justificativas para qualquer coisa. Estes grupos geralmente são fundamentalistas e superficiais em seu conhecimento bíblico. O que o lider ensina é aceito sem muito questionamento e nem é verificado nas Escrituras se as coisas são mesmo assim, ao contrario do bom exemplo dos bereanos que examinavam tudo o que Paulo lhes dizia.


2.Autocratic Leadership (liderança autocrática):
Discordar do líder é discordar de Deus. É pregado que devemos obedecer ao ditador, digo discipulador, mesmo que este esteja errado. Um dos "bispos" de uma igreja diz que se jogaria na frente de um trem caso o "apóstolo" ordenasse, pois Deus faria um milagre para salvá-lo ou a hora dele tinha chegado. A hierarquia é em forma de pirâmide (às vezes citam o salmo 133 como base), e geralmente bastante rígida. Em muitos casos não é permitido chamar alguém com cargo importante pelo nome, (seria uma desonra) mas sim pelo cargo que ocupa, como por exemplo "pastor Fulano", "bispo X", "apostolo Y", etc. Alguns afirmam crer em "teocracia" e se inspiram nos líderes do Antigo Testamento. Dizem que democracia é do demônio, até no nome.


3.Isolationism (Isolacionismo):
O grupo possui um sentimento de superioridade. Acredita que possui a melhor revelação de Deus, a melhor visão, a melhor estratégia. Eu percebi que a relação com outros ministérios se da com o objetivo de divulgar a marca (nome da denominação), para levar avivamento para os outros ou para arranjar publico para eventos. O relacionamento com outros ministérios é desencorajado quando não proibido. Em alguns grupos no louvor são tocadas apenas músicas do próprio ministério.


4.Spiritual Elitism (Elitismo espiritual):
É passada a idéia de que quanto maior o nível que uma pessoa se encontra na hierarquia da denominação, mais esta pessoa é espiritual, tem maior intimidade com Deus, conhece mais a Biblia, e até que possui mais poder espiritual (unção). Isso leva à busca por cargos. Quem esta em maior nível pode mandar nos que estão abaixo. Em algumas igrejas o número de discipulos ou de células é indicativo de espiritualidade. Em algumas igrejas existem camisetas para diferenciar aqueles que são discípulos do pastor. Quanto maior o serviço demonstrado à denominação, ou quanto maior a bajulação, mais rápida é a subida na hierarquia.


5.Regimentation of Life (controle da vida):
Quando os líderes, especialmente em grupos com discipulado, se metem em áreas particulares da vida das pessoas. Controlam com quem podem namorar, se podem ou não ir para a praia, se devem ou não se mudar, roupas que podem vestir, etc. É controlada inclusive a presença nos cultos. Faltar em algum evento pro motivos profissionais ou familiares é um pecado grave. Um pastor, discípulo direto do líder de uma denominação, chegou a oferecer atestados médicos falsos para que as pessoas pudessem participar de um evento, e meu amigo perdeu o emprego por discordar dessa imoralidade.


6.Disallowance of Dissent (rejeição de discordâncias):
Não existe espaço para o debate teológico. A interpretação seguida é a dos lideres. É praticamente a doutrina da infalibilidade papal. Qualquer critica é sinônimo de rebeldia, insubmissão, etc. Este é considerado um dos pecados mais graves. Outros pecados morais não recebem tal tratamento. Eu mesmo precisei ouvir xingamentos por mais de duas horas por discordar de posicionamentos políticos da denominação na qual congregava. Quem pensa diferente é convidado a se retirar. As denominações publicam as posições oficiais, que são consideradas, obviamente, as mais fiéis ao original. Os dogmas são sagrados.


7.Traumatic Departure (saída traumática):
Quem se desliga de um grupo destes geralmente sofre com acusações de rebeldia, de falta de visão, egoismo, preguiça, comodismo, etc. Os que permanecem no grupo são instruídos a evitar influências dos rebeldes, que são desmoralizados. Os desligamentos são tratados como uma limpeza que Deus fez, para provar quem é fiel ao sistema. Não compreendem como alguém pode decidir se desligar de algo que consideram ser visão de Deus. Assim, se desligar de um grupo destes é equivalente a se rebelar contra o chamado de Deus. Muitas vezes relacionamentos são cortados e até famílias são prejudicadas apenas pelo fato de alguém não querer mais fazer parte do mesmo grupo ditatorial.


Emeurgência [via tomei a pílula vermelha]






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terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Chiripá



J. C. Paixão Cortes
O Gaúcho - danças, trajes, artesanato

Se o registro do termo bombacha no Rio Grande do Sul começa a se popularizar posterior a Guerra do Paraguai, o mesmo não acontece com a grafia de cheripa ou chiripá.

Sant'Hilaire (l820/21) fala do hábito de "ponchos grosseiros a guiza de chiripá, entre os negros". Em torno da mesma época, um outro viajante francês, Arsene lsabelle, escreve: "O chiripá é também um tecido de lã encarnada, azul ou verde, nunca de outra cor que posto em torno dos rins, cai abaixo do joelho, como túnica".

Nicolau Dreys que esteve pelo largo período de 1817 a 1838 viajando pela Província de São Pedro, atendo-se ao vestuário do gaúcho, diz: "não tendo vestido senão o estrítro necessário, isto é, o chiripá, pedaço de baeta amarrado em redor (o grifo é nosso) do corpo, da cintura para baixo; por cima do chiripá o cingidor (sic) espécie de avental de couro cru".

Caldre e Fião em seu romance Corsário, escrito por volta de 1851, ao descrever moços vestidos à gaúcha, descreve "chiripás com franjas". Anteriormente, o bravo José Garibaldi, lembra os riograndenses vestindo chiripá, ao se reportar a feitos guerreiros em suas Memórias, editada muito depois de 1835. Do folk poético recolhido por Carlos Von Kozeritz e publicado em 1880, encontramos estas interessantes estrofes:
Olha, ilustre Mingote
Sei que vais para a fronteira;
Cuidado com a brincadeira
Com gente de certo lote;
Ali há muita aruá
Que café nunca trocou
O antigo xeripá;
Se vires algum clinudo
Barbacena, cor tostada
Que troteia pela estrada
Com feições de botocudo
E franjas no xeripá
Deixa andar o cabeçudo


Cezimbra Jacques, também dos fins do século passado, nos fala dos gaúchos primitivos usando chiripá.

No entanto, até 1962, não havia se caracterizado popularmente e nem mesmo se definido, socialmente ou por descrições, os dois tipos de chiripás usados no Rio Grande do Sul, hoje conhecido não só por tradicionalistas como examinado por estudiosos sobre vestuário. É bom, no entanto, que se diga que o dicionarista Coruja em 1852 já falava em "baeta vermelha que peões usam trazer ao redor da cintura". Não podemos olvidar, o comentário feito ao final do romance O Campeiro Rio-Grandense, de João Mendes da Silva (l884), quando diz: "Chiripá - pano que os gaúchos rio-grandenses, à imitação dos orientais, passam por entre as pernas e sobre as ceroulas, indo prender na cintura. É só usado pela gente baixa, peões da estância".


Este talvez seja o primeiro momento que se conhece de descrição, em que uma peça passada ao redor da cintura era também usada por entre as pernas e ambas, porém, atadas à cintura.

Mas foi no ano de 1962 que os Centros de Tradições tomaram conhecimento da reconstituição do mais primitivo abrigo (da cintura para baixo) usado por aquele que se chamou de gaúcho. Mesmo em contribuições ou trabalhos enviados a Congressos Tradicionalistas, nada se registrara de parte dos estudiosos, ficando muitos em apenas citações bibliográficas. Refiro-me ao chiripá primitivo semelhante a um saiote, portanto curto. Feito de fazenda, era usado por cima da calça ou da ceroula comprida. Não ultrapassava a altura do joelho, onde podia terminar ou não com pequenas franjas do próprio tecido. É passado ao redor da cintura, sendo que se trespassa lateralmente no lado correspondente à parte externa da perna esquerda, trespasse este que se faz da direita para a esquerda. Não é aberto na frente como muitos pensam. Alguns chiripás primitivos apresentam, na parte inferior, adornos discretos ao longo de todo contorno da peça. O tecido empregado ia do mais simples de algodão ao melhor, dependendo das posses de cada usuário, do momento e da atividade desenvolvida, de quem o usava. No entanto sua cor era lisa e não berrante. Fixava-se à cintura por uma faixa (tipo brasileira) ou pela guaiaca. Foi usado até fins do século passado e início deste (já raramente), segundo pesquisas gravadas com informantes que testemunharam seu uso na região dos Campos de Cima da Serra, Planalto Médio e Alto Uruguai.




Debret (l823/25) em sua prancha, "índios charruas civilizados", nos dá por primeira vez, iconograficamente, amostragem de dois homens vestidos de uma maneira geral, o que Dreys havia descrito.

Nós já havíamos reconstituído o conjunto de peças desenhadas por Debret (inclusive este chiripá) em 1953 por ocasião de um espetáculo denominado Festa no Galpão levado a efeito no Teatro São Pedro.


No entanto, diante do grito dos entendidos da época, acabamos deixando de lado tal reconstituição, só voltando a usá-la em 1962, depois de dois anos de pesquisas comprovadas, através de informantes vivos, cujas entrevistas mantemos gravadas.

Nossa apresentação em público vestindo tal chiripá definitivamente deu-se no programa trazido especialmente por Bibi Ferreira em Porto Alegre em 1962, e televisionado em tape para outras regiões brasileiras. O espetáculo chamava-se Brasil 62 e foi levado a efeito no Salão Nobre da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Nessa ocasião, apresentamos danças gauchescas com o Conjunto Folclórico Tropeiros da Tradição, vestindo o chiripá primitivo. O nosso aparecimento, bem como do referido conjunto folclórico, com tal chiripá, causou uma série de críticas ... dado o desconhecimento visual da peça na época.

Em 1963, a Revista do Ensino, publicação da Secretaria de Educação e Cultura do Estado, publicava pioneiramente nossas pesquisas acompanhadas de reprodução fotográfica e de uma série de informações, quando o enfoque jornalista se atém a dança Faca Maruja que havíamos recém descoberto como tema coreográfico. Este chiripá que através de nossas pesquisas trouxemos à tona a reconstituição e uso, hoje popularizado pelos integrantes dos Centros de Tradições, coincide com o Txiripá que o antropólogo brasileiro Egon Schaden se refere em sua importante obra Aspectos Fundamentais da Cultura Guarani, editado em São Paulo, em 1962.

Esta peça podemos considerar como um elementar gedanke, folcloricamente advinda da saia remota e universalmente vestida pelos povos de outrora e que ainda na época contemporânea, alguns, usavam-nas como distinção. Como exemplos, podemos citar os escoceses e os soldados reais gregos.


O xiripá (Txiripá) indígena ou primitivo, nada tem que ver com aquela outra peça de igual nome de formato retangular, comprimento médio de um metro e meio, passada entre as pernas, por sobre as ceroulas compridas (franjadas ou não) e que se fixa a cintura pela guaiaca ou a faixa. Seu aparecimento é bastante anterior.




Foi conhecido também na região cisplatina da Colônia do Sacramento onde davam-lhe o nome de a Ia oriental ou mortero. Documentos históricos e passagens diversas na língua espanhola, nos dão ciência dessa peça entre a gente humilde do meio rural, e fazendo parte do vestuário de certas formações militares dos proclames do século XIX. Dentre a amostragem iconográfica dos Fortes São Miguel e Santa Tereza (fronteira com o município de Santa Vitória do Palmar) podem ser vistas figuras vestindo xiripá a la oriental. Inúmeras obras argentinas registram descrições dessa peça também.

O outro chiripá (que lhe deram o afado de farroupilha) acreditamos ser de nítida influência da região da fronteira castelhana.

Ao encontro dessa nossa opinião é a anotação de João Mendes da Silva, em 1884, já citada anteriormente por nós. Romagueira Corrêa (l892) ao dicionarizar chiripá, o descreve como "vestimenta usada pelos peões de estância ou camponeses, que consta de uma peça quadrilonga de fazenda (metro e meio) a qual, passando por entre as pernas e apertada à cintura em suas extremidades por uma cinta de couro ou por uns tirados. Para fazer o chiripá pode-se empregar e usa-se geralmente, um poncho de pala".



Os informantes que gravamos, e aqueles que vestiram o chiripá fronteiriço, nos afirmam que, embora passasse por entre as pernas, seu comprimento não era curto como os que se tem visto, mostrado por certos gaúchos de C.T.G. Sua característica é em traços gerais de uma fralda grande, tendo seu trespasse lateral da frente para traz. Fixa-se na cintura pela guaiaca e no Uruguai e Argentina com a sua clássica faixa. Peça há muito em desuso. Eram confeccionadas com um tecido de boa caída e geralmente de uma só tonalidade. Listras, com barras na borda do comprimento maior, eram de tecido, segundo alguns, de apala, como chamam na Argentina.



Sua descrição é rara, nada se encontrando com detalhe característico e seu uso na Revolução Farroupilha.

O próprio Romagueira Correa ao definir este chiripá, o cita como "vocabuelo da América Espanhola do Sul, sendo mais usado na Argentina". Critica, outrossim, a informação deixada pelo Visconde de B. Rohan, em 1898, de que o chiripá era usado por sobre as calças, ao que Romagueira Correa afirma ser justamente para substituir as calças.



É que Romagueira Correa criado na fronteira conheceu, possivelmente, só o chiripá por entre as pernas. Este jamais foi usado nos Campos de Cima da Serra, Planalto Médio e Alto Uruguai, segundo as pesquisas com entrevistados vivos que realizamos.

Nesta região, o característico vestuário do homem popular rural, foi o xiripá indígena. Aliás, o Centro de Tradições Gaúchas Porteira de Rio Grande, de Vacaria, foi, afora o Conjunto Folclórico Tropeiros da Tradição, o primeiro a reconstituir roupas de outrora, - chiripá curto (indígena) vestia, chapéu, de copa alta, colete com gola, barbicacho com pompona, etc., vestuários que pesquisamos nesta mesma área.







fonte: pagina do gaúcho






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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

O Número da Besta pode estar Errado



aí vai um texto que achei na net, faz algum sentido, não estou tããão por dentro do assunto apocaliptico, daew , que se eu tentar opinar não tenho fontes/fundamentação nem nada....

mesmo assim vale como ilustração pra diferenciar palavra de Deus de livro de papel de seda.

essa pilha de papel que pode um dia talvez ter sonhado em ser uma pipa a voar pelo céu, é uma compilação de vários textos de diversos autores, reconhecidos como servos Deus, "só" isso, não caiu do céu entre sons de trombeta raios e anjos subindo e descendo e tudo mais, não não.... isso algumas pessoas viram acontecer e escreveram em pergaminhos pra depois ser compilado em um único livrinho de "bolso",

Texto apresenta número do diabo alternativo, 616

Da Reportagem Local, Folha Ciência, 2 de maio de 2005.

Versão do Apocalipse datada dos séculos 3º ou 4º d.CA cifra cabalística já apareceu até no hit de heavy metal "The Number of the Beast", da banda britânica Iron Maiden: 666, o número da Besta -criatura monstruosa que, de acordo com o Apocalipse, o último livro da Bíblia, viria corromper a humanidade no fim dos tempos. Acontece que o grupo de Dobbink achou uma das versões mais antigas desse trecho, datada dos séculos 3º ou 4º d.C. E o número é... 616.
Na foto ao lado, é possível vê-lo: são as três letras da terceira linha de baixo para cima, khi, iota e sigma (assim como os romanos, os gregos usavam letras para representar os números).
Para quem está olhando desconfiado para a cópia das Sagradas Escrituras que tem em casa, é bom lembrar que essa variante do texto já era conhecida dos antigos cristãos. Santo Irineu de Lião (bispo do século 2º) argumentou que ela estava errada. Pode não passar de um erro cometido por um escriba ou grupo de escribas.
Tudo indica que o número surgiu do costume antigo de traçar correspondências entre cifras ou frases; assim, 666 (ou 616) corresponderia ao nome ou à descrição de alguém que seria a Besta.
A idéia é a seguinte: as letras do nome verdadeiro do indivíduo, ao receberem um valor numérico e forem somadas, dariam a mesma conta de 666. O próprio texto do Apocalipse afirma isso, dizendo que se trata "de um número de homem"
. (RJL)

Esse trecho do Apocalipse com o número 616 é um dos vários papiros que foram encontrados na cidade egípcia de Oxyrhynchus. Esses papiros datam dos séculos 3º a.C. ao 8º d.C. e incluem cópias de obras da antiguidade clássica e de textos do novo testamento, muitos deles apócrifos.

Indiferente de qual seja o verdadeiro número da besta (e essa é uma discussão que só deve realmente interessar aos cristãos fundamentalistas e aos metaleiros de plantão), o que eu gostaria de destacar com esse artigo é que erros como esse na transcrição de textos antigos são mais comuns do que se pensa.

Isso acontece porque até a utilização da prensa tipográfica de a partir de 1450, os textos dos livros e pergaminhos eram copiados um a um de forma manuscrita pelos escribas, cuja figura mais ilustrativa são os monges copistas da Europa . E devemos lembrar que com exceção dos bibliotecários chefes, a maioria desses monges eram analfabetos.

Mas você pode estar se perguntando, se eles eram analfabetos, como eles podiam transcrever um texto? Bem, a pessoa não precisa necessariamente saber ler para poder copiar um texto, ela só deve saber desenhar as letrinhas. E era isso que esses monges faziam, e alguns deles eram exímios desenhistas, tanto que os textos sacros desta época são recheados com belas ilustrações e lindos capitulares (e ao fazer isso o monge deixava o trabalho de copiar um livro ou pergaminho menos enfadonho). Mas ao copiar um texto sem conhecer o seu significado, erros de caligrafia acabam se tornando muito freqüentes. E isso aliado a erros de tradução (devemos lembrar que muito desses textos antigos quando não estavam em latin, estavam em grego) e diferentes interpretações, podem ter alterado o significado original de muitos textos através da História.

Por isso, aqui vai um conselho de um aprendiz de historiador. Não tome algo como verdade absoluta, apenas porque está escrito. E isso vale ainda mais quando estamos falando de textos muito antigos e cujos originais já estão perdidos há muito tempo.

fonte:http: //www.gardenal.org/grilocaverna/2005/05/o_numero_da_bes.html





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